Sistema de pagamento instantâneo reduziu uso do dinheiro vivo no país; cédulas da “primeira família do real” ainda podem ser utilizadas, mesmo com retirada gradual; entenda
Fonte: Revista Fórum
Com o avanço do Pix, o Banco Central iniciou um processo gradual de retirada de circulação das cédulas da chamada Primeira Família do Real, lançadas há mais de 30 anos, ou seja, emitidas desde o ano de 1994.
A medida atinge notas de R$ 2, R$ 5, R$ 10, R$ 20, R$ 50 e R$ 100, além da cédula comemorativa de R$ 10 lançada em referência aos 500 anos do Descobrimento do Brasil. Segundo a autoridade monetária, o recolhimento ocorre por causa do desgaste natural das notas após décadas de circulação.
Veja quais as cédulas que estão sendo retiradas:
| Valor da Cédula | Versão / Família | Status |
|---|---|---|
| R$ 2 | Primeira Família (Lançada em 2001) | Recolhendo |
| R$ 5 | Primeira Família (Lançada em 1994) | Recolhendo |
| R$ 10 | Primeira Família (Lançada em 1994) | Recolhendo |
| R$ 20 | Primeira Família (Lançada em 2002) | Recolhendo |
| R$ 50 | Primeira Família (Lançada em 1994) | Recolhendo |
| R$ 100 | Primeira Família (Lançada em 1994) | Recolhendo |
A substituição faz parte de um processo de retirada contínua, iniciado em julho de 2024, quando foi divulgada a instrução normativa, diante da expansão da transferência instantânea no país por meio de QRCodes e aplicativos bancários.
Isso significa que o dinheiro em papel vai acabar no Brasil? Não. O papel-moeda não deixará de existir de forma imediata; apenas as cédulas da primeira família do real estão sendo retiradas gradualmente.
“Deverão ser encaminhadas, por meio de operações de depósito ou de troca para a instituição Custodiante, que as encaminhará posteriormente ao Banco Central do Brasil”, informou o BC. A responsabilidade pela troca é dos bancos, que enviam ao Banco as cédulas recolhidas para substituição.
De acordo com informações do portal UOL, cerca de 3% das cédulas da Primeira Família do Real ainda circulavam no ano passado. Mesmo assim, o BC reforça que essas notas continuam válidas e podem ser usadas normalmente pela população.
Não há obrigação de troca imediata por parte dos cidadãos. Quando os bancos recebem essas cédulas, elas são encaminhadas ao Banco Central, que faz a substituição por novas versões. A responsabilidade pelo recolhimento e pela triagem, portanto, segue com as instituições financeiras.
O Banco Central informa que as notas da Primeira Família do Real possuem elementos de segurança que permitem sua identificação. Entre eles estão marca-d’água, imagem latente, impressão em alto-relevo, faixa holográfica e registro coincidente. O design da nota também é diferente.
A marca-d’água pode ser vista ao colocar a cédula contra a luz. A imagem latente aparece quando a nota é inclinada em determinado ângulo. Já o relevo pode ser percebido pelo toque. A faixa holográfica, segundo o BC, está presente apenas na nota de R$ 20. O registro coincidente permite observar o encaixe completo das Armas Nacionais quando a cédula é iluminada corretamente.