Fonte: SINTUFCE
O Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Federais no Estado do Ceará (Sintufce) reafirma, de forma categórica, que o enfrentamento a todas as formas de assédio é e continuará sendo uma prioridade central de sua atuação política e sindical. Não há espaço para relativizações: o assédio, seja moral ou sexual, é uma violência que precisa ser combatida com rigor, responsabilização e ação contínua.
O ambiente acadêmico não pode servir de abrigo para práticas abusivas. A universidade é uma construção coletiva, e qualquer agente público que utilize sua posição para constranger, intimidar, perseguir, violentar ou adoecer colegas de trabalho, estudantes e pessoas da comunidade atenta diretamente contra os princípios que sustentam a vida universitária. Diante disso, o Sintufce não se furtará de atuar com firmeza na denúncia, no acompanhamento e na cobrança por medidas efetivas de prevenção e combate a essas práticas deletérias.
O assédio gera adoecimento físico e mental, destrói trajetórias profissionais, compromete relações de trabalho e, em casos extremos, leva à morte. Não se trata de conflito interpessoal ou questão menor: trata-se de uma grave violação de direitos humanos e trabalhistas. Por isso, a omissão institucional também é uma forma de violência.
As recentes demissões de servidoras(es) da Universidade Federal do Ceará, decorrentes de condutas assediosas, comprovadas por meio de processos administrativos disciplinares com garantias de contraditório e ampla defesa, representam um passo importante. No entanto, não podem ser tratadas como exceção ou conquista isolada. É preciso afirmar com clareza: essas medidas só ocorreram porque houve denúncia, resistência e pressão. E ainda são insuficientes diante da dimensão real do problema em nossa sociedade.
O Sintufce denuncia que práticas de assédio seguem presentes no cotidiano institucional, muitas vezes protegidas por relações de poder, corporativismo e estruturas que historicamente silenciaram vítimas e preservaram agressores. É inaceitável que cargos e funções ainda funcionem como escudos para a impunidade. Não aceitaremos que assediadores permaneçam intocáveis.
Reafirmamos nosso compromisso com a proteção das vítimas e com o enfrentamento direto dessas violências. O sindicato mantém ações concretas de acolhimento, como os plantões psicológicos em parceria com o projeto “Lugar de Sentir”, além de suporte jurídico para garantir que denúncias avancem e não sejam interrompidas por barreiras institucionais.
Manifestamos nossa solidariedade às vítimas, reconhecendo a coragem de denunciar no ambiente acadêmico que, por vezes, ainda pune quem rompe o silêncio. Ao mesmo tempo, declaramos: não basta punir casos pontuais. É necessário transformar as estruturas que permitem que o assédio aconteça e se perpetue.
Seguiremos vigilantes, atuantes e combativos. Não haverá tolerância com qualquer forma de assédio. A universidade que defendemos é um espaço seguro, digno e livre de violências, onde todas e todos possam trabalhar e estudar sem medo.”
Diretoria Colegiada do Sintufce
Gestão Semeando a Luta
Triênio 2025-2028