Por que essas 5 economias fora do centro global devem liderar o crescimento do PIB mundial em 2026, segundo o FMI

Publicado por Teia Digital
  • Compartilhe

Relatório destaca força do consumo interno, exportações e investimentos produtivos

Fonte: Revista Fórum

Aeconomia mundial deve avançar 3,3% em 2026 e 3,2% em 2027, segundo estimativas do Fundo Monetário Internacional divulgadas em janeiro. A inflação global tende a recuar para 3,8% neste ano e 3,4% no próximo.

Ainda segundo o relatório, o ambiente internacional deve seguir marcado pelas disputas comerciais em meio a tensões geopolíticas, mas não há exatamente nenhuma indicação de retração generalizada. Embora conhecido pelo receituário  neoliberal, o Fundo também destaca a importância de ganhos na produtividade.

Ásia lidera projeções para 2026

No que diz respeito as maiores economias avaliadas por consultorias internacionais, a Ásia concentra as taxas mais elevadas previstas para 2026. A Índia deve crescer 6,9%, enquanto o Vietnã aparece com 6,3%. Egito, Filipinas e Indonésia completam o grupo com maior ritmo de expansão estimado.

A trajetória indiana alterou sua posição entre as principais economias do mundo. Em 2010, ocupava o nono lugar. Em 2020, já figurava na quinta posição. A expectativa é que em 2026 ultrapasse o Japão e se torne a quarta maior economia global.

Cerca de 62% do PIB indiano é sustentado pelo consumo interno, além de investimentos e avanço tecnológico. Reformas voltadas ao ambiente de negócios ampliaram a atração de capital estrangeiro. A Apple passou a fabricar parte de seus iPhones no país. A Embraer firmou acordo com o grupo Adani Defence & Aerospace. A União Europeia negocia um amplo acordo comercial com Nova Délhi.

  1. Índia, com previsão de expansão de 6,9% no seu PIB (Produto Interno Bruto);
  2. Vietnã, com 6,3%;
  3. Egito, 5,6%;
  4. Filipinas, 5,4%;
  5. Indonésia, 5%.

Vietnã consolida perfil exportador

O Vietnã segue trajetória apoiada na inserção comercial. As exportações representam 87% do PIB, e os Estados Unidos absorvem cerca de 30% das vendas externas.

A combinação de mão de obra jovem, política comercial aberta e localização estratégica fortaleceu o país na reorganização das cadeias globais de suprimentos. O movimento tem atraído novos investimentos industriais.

Os dados indicam que o eixo do crescimento permanece deslocado para a Ásia, com Índia e Vietnã entre os principais polos de expansão nos próximos anos.