Após seis anos, governo recompõe caixa de universidades e institutos federais

Publicado por Teia Digital
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Após seis anos de cortes, governo Lula direciona R$ 2,44 bi para dar continuidade a programas como bolsas de permanência e residência médica

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva oficializou nesta quarta-feira (19/04) um repasse no valor de R$ 2,44 bilhões para recomposição de caixa das universidades e institutos federais.

Desse total anunciado, 70% (R$ 1,7 bilhão) serão voltados para a recomposição direta das finanças, o que corresponde a cerca de R$ 1,32 bilhão para universidades e R$ 388 milhões para institutos.

Os outros R$ 730 milhões serão aplicados para atender obras e ações que foram deixadas sem cobertura pela gestão anterior, a exemplo da residência médica e multiprofissional e bolsas de permanência.

Para o reitor da UFPR, Ricardo Marcelo Fonseca, o anúncio do governo federal vai fazer com que as instituições retomem os níveis pré-pandemia, uma vez que o orçamento enviado em 2022 pelo governo Bolsonaro era “inviável”.

“As universidades têm ambições. Querem fazer parte de um projeto de futuro, Para isso, enquanto patrimônio do povo brasileiro, precisam dessa valorização, que haja financiamento contínuo e consistente como em qualquer lugar civilizado no mundo”, completou Fonseca, que também é presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais do Ensino Superior (Andifes).

Gestão atual acredita em “Estado indutor de investimentos”

Em seu discurso, Lula ressaltou a disposição da atual gestão para o diálogo transparente com todas as instâncias da sociedade para a tomada de decisões, e relembrou que a educação é o caminho para fazer o país atingir outros patamares de qualidade e desenvolvimento.

“A universidade não é só para fazer teses sobre os problemas sociais, é para ajudar a resolver os problemas sociais. Como a gente vai criar os empregos novos, no mercado de trabalho novo, sem a inteligência das universidades? É preciso que a gente conte efetivamente com essa contribuição. Mais do que teses, transformar em coisas práticas o que a gente conseguiu fazer em teses, para esse país dar um salto de qualidade definitivamente”, afirmou o presidente.

Segundo o presidente, a receita adotada pela atual gestão é acreditar num Estado indutor de investimentos e que se paute pelas premissas da credibilidade, da estabilidade jurídica e social e da previsibilidade.

“Não existe milagre em economia. Você não distribui o que não produz. Por isso que é importante a economia crescer, e ela vai crescer quando tiver investimento. Para ter investimento, tem que ter consumo. Para o empresário vender um produto, ele precisa saber que a sociedade quer comprar, e para isso o governo tem que contribuir. O Estado tem de ser indutor”, disse.

Fonte: Jornal GGN