A base do governo, no entanto, deve tentar barrar a investigação, sob o argumento que existem outras apurações na fila
O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) anunciou no começo da tarde desta quinta-feira (23) que conseguiu coletar 28 assinaturas para protocolar o pedido de instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar corrupção no Ministério da Educação (MEC) durante o governo de Jair Bolsonaro (PL).
Os dois últimos senadores a assinarem o requerimento para abertura da CPI foram Alexandre Giordano (MDB-SP) e Izalci Lucas (PSDB-DF).
Randolfe espera chegar a 30 assinaturas, numa estratégia para evitar recuo caso algum senador desista de última hora. O presidente da Comissão de Educação, senador Marcelo Castro (MDB-PI), que se comprometeu a assinar quando faltasse apenas um nome, ainda não assinou.
A ação acontece em meio às investigações da Polícia Federal sobre o envolvimento do ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro, e pastores evangélicos próximos de Bolsonaro, que teriam cobrado propina de prefeitos para facilitar a liberação de recursos do FNDE. Ribeiro e dois pastores chegaram a ser presos na terça-feira (22), mas um desembargador do Distrito Federal mandou soltá-los hoje.
Ribeiro seria o responsável por articular junto a pastores a liberação de recursos da pasta, por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FDNE) a prefeituras de todo o país.
De acordo com interlocutores, no entanto, a base do governo deve tentar barrar a investigação, sob o argumento que existem outras apurações na fila.