Principal instrumento para controle da inflação, a Selic continua em ciclo de alta, depois de passar seis anos sem ser elevada.
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) começa hoje, dia 1 de fevereiro, a primeira reunião do ano para definir a taxa básica de juros, a Selic. Pela primeira vez em cinco anos, os juros deverão atingir os dois dígitos. O Copom deve anunciar a sua decisão amanhã, dia 2.
A previsão das instituições financeiras é de que a Selic deve subir de 9,25% para 10,75% ao ano. A expectativa está no boletim Focus, pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central. Até o final do ano, o mercado prevê que poderá chegar a 11,75% ao ano.
O Copom sinalizou que pode manter o aumento no mesmo patamar de 1,5 ponto percentual, mantendo a política monetária contracionista diante da piora da inflação. Desde setembro que os juros básicos estão sendo elevados neste ritmo.
Principal instrumento para controle da inflação, a Selic continua em ciclo de alta, depois de passar seis anos sem ser elevada. De julho de 2015 a outubro de 2016, a taxa permaneceu em 14,25% ao ano. Depois disso, o Copom voltou a reduzir os juros básicos da economia até que a taxa chegou a 6,5% ao ano, em março de 2018.
Em julho de 2019, a Selic voltou a ser reduzida até chegar ao menor nível da história em agosto de 2020, em 2% ao ano. Começou a subir novamente em março do ano passado, tendo aumentado 7,25 pontos percentuais até agora.
O Copom reúne-se a cada 45 dias. No primeiro dia do encontro, são feitas apresentações técnicas sobre a evolução e as perspectivas das economias brasileira e mundial e o comportamento do mercado financeiro. No segundo dia, os membros do Copom, formado pela diretoria do BC, analisam as possibilidades e definem a Selic.
Com informações da Agência Brasil.
Fonte: Jornal GGN