Novo Caged: Brasil cria quase 700 mil empregos formais em 2026

Publicado por Teia Digital
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Setor de serviços lidera abertura de vagas com carteira assinada; saldo positivo em abril foi de 85,8 mil vagas

Fonte: Jornal GGN

O Brasil criou 699.762 empregos formais nos quatro primeiros meses de 2026, segundo dados do Novo Caged divulgados pelo governo federal. Apenas em abril, foram registrados 85.888 novos postos de trabalho com carteira assinada, resultado de mais de 2,26 milhões de admissões e 2,18 milhões de desligamentos.

No acumulado dos últimos 12 meses, entre maio de 2025 e abril de 2026, o saldo positivo chegou a 1.059.860 vagas formais, consolidando crescimento de 2,3% no mercado de trabalho brasileiro.

De acordo com os dados divulgados, o setor de Serviços foi o principal responsável pela criação de vagas em abril, com saldo positivo de 69.601 empregos formais, impulsionado pelas áreas de educação, saúde, administração pública e serviços administrativos. No acumulado do ano, o setor já abriu 451.996 vagas.

A Construção Civil aparece com 143.547 empregos gerados entre janeiro e abril, puxada sobretudo pela construção de edifícios e obras de infraestrutura.

Já a Indústria criou 124.085 postos no período, com destaque para os segmentos de alimentos, indústria automobilística e processamento industrial do fumo. A Agropecuária também apresentou saldo positivo, impulsionada pelas safras de café, maçã e alho.

O único grande setor com resultado negativo foi o Comércio, que perdeu 26.614 vagas no acumulado do ano, principalmente nos segmentos de vestuário, calçados e acessórios.

Na análise por estados, Entre os estados, São Paulo liderou a geração de empregos em 2026, com saldo de 202.374 vagas formais. Em seguida aparecem Minas Gerais, com 78.640 postos, e Santa Catarina, com 63.006.

Em termos proporcionais, os maiores crescimentos foram registrados em Goiás, Amapá e Santa Catarina. Já os menores saldos foram observados em Roraima, Rio Grande do Norte e Alagoas.

O salário médio real de admissão no país ficou em R$ 2.386,56 em abril, apresentando leve alta em relação ao mês anterior. Na comparação com abril de 2025, o crescimento real foi de 1,8%.

Os trabalhadores considerados típicos receberam média salarial maior, de R$ 2.429,79, enquanto os trabalhadores não típicos — como contratos de jornada reduzida e aprendizes — tiveram média de R$ 2.047,86.