Rendimento médio da população brasileira sobe para R$ 3.367 e atinge o maior patamar da história

Publicado por Teia Digital
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Crescimento de 5,4% no rendimento médio brasileiro em 2025, segundo o IBGE, marca a maior alta da história e reflete a recuperação econômica do país

Fonte: Revista Fórum

O IBGE divulgou nesta sexta-feira (8) que o rendimento médio mensal real da população brasileira alcançou R$ 3.367 em 2025, um crescimento de 5,4% em relação ao ano anterior. Esse valor é o maior da história da PNAD Contínua, marcando um recorde desde o início da série histórica e refletindo a recuperação econômica do Brasil, iniciada em meados de 2022, após a crise causada pela pandemia de Covid-19.

Recuperação econômica e avanços no mercado de trabalho

O rendimento médio de todas as fontes da população brasileira em 2025 é 8,6% superior ao de 2019, ano anterior à pandemia, e 12,8% maior que o valor registrado em 2012. O resultado consolidado de quatro anos consecutivos de crescimento da renda média reforça a recuperação econômica que o Brasil tem vivenciado desde 2022, com políticas públicas voltadas para a ampliação do mercado de trabalho e a geração de empregos.

Esse avanço também está diretamente ligado à expansão do rendimento proveniente do trabalho. Em 2025, o rendimento médio habitual mensal de todos os trabalhos foi de R$ 3.560, o maior valor já registrado na série histórica, com aumento de 5,7% em relação ao ano anterior e de 11,1% em comparação a 2019. Esse crescimento não se limita ao setor privado, mas abrange a ampliação do acesso a empregos e ao mercado de trabalho formal.

Aumento do número de trabalhadores com rendimento

Do total de 212,7 milhões de pessoas residentes no Brasil em 2025, 67,2% (o equivalente a 143 milhões de pessoas) possuíam algum tipo de rendimento, o maior percentual desde o início da série da PNAD Contínua. Essa taxa é especialmente significativa, considerando que em 2012 esse número era de 60,7%. A crescente inclusão no mercado de trabalho tem sido um dos pilares das políticas de geração de emprego do governo, refletindo a expansão de fontes de rendimento no país.

Além disso, o Brasil também observa a maior taxa de pessoas com rendimento habitual do trabalho, com 47,8% da população ocupada recebendo salário regular, o que representa um aumento de 0,7 pontos percentuais em relação a 2024. Esse dado reflete a continuidade do processo de recuperação e expansão do mercado de trabalho.

Distribuição de renda e desigualdade regional

Embora o Brasil tenha avançado no aumento da renda média, a distribuição desses rendimentos ainda é desigual, com variações significativas entre as regiões do país. O rendimento médio domiciliar per capita atingiu R$ 2.264 em 2025, com crescimento de 6,9% em relação ao ano anterior. As regiões mais desenvolvidas, como o Sul (R$ 2.734), Centro-Oeste (R$ 2.712) e Sudeste (R$ 2.669), continuam com valores mais altos, enquanto o Norte (R$ 1.558) e o Nordeste (R$ 1.470) registram os menores valores, embora com avanço expressivo em relação aos últimos anos.

Na análise do rendimento domiciliar per capita, a desigualdade se torna ainda mais evidente. Os 10% da população com os maiores rendimentos concentram 40,3% do total da massa de rendimentos domiciliares, enquanto os 40% com menores rendimentos recebem, em média, 13,8 vezes menos. Esses dados evidenciam a necessidade de políticas públicas mais eficazes para promover a redistribuição de renda e reduzir as desigualdades regionais e sociais, um desafio que segue como uma prioridade para o governo federal.

O impacto das políticas públicas e o futuro do trabalho

Com o aumento da massa de rendimento do trabalho, que atingiu R$ 361,7 bilhões em 2025, o Brasil experimenta um ciclo de crescimento mais sustentável. Esse resultado, que representa uma alta de 7,5% em relação ao ano anterior, também é um reflexo de políticas voltadas para o fortalecimento do mercado interno, geração de empregos formais e aumento da renda da população.

Porém, a desigualdade permanece um desafio estrutural. Os dados revelam que, apesar do crescimento da economia e do aumento do número de pessoas com rendimento, o benefício de crescimento é desproporcional em algumas regiões e entre diferentes faixas de renda.

Em 2025, o índice de Gini para o rendimento do trabalho foi estimado em 0,491, indicando uma desigualdade ainda significativa, mas com uma leve redução se comparado aos anos pré-pandemia.

No entanto, o cenário geral é de uma recuperação constante, e a sustentabilidade desse crescimento dependerá da continuidade das políticas públicas de fomento ao trabalho, à educação e à proteção social, com foco na inclusão e no fortalecimento do mercado de trabalho formal.

Confira os dados completos sobre renda e desigualdade no Brasil aqui.

*Com informações da Agência IBGE