Fonte: SINTUFCE
A Universidade Federal do Ceará (UFC) viveu, nesta segunda-feira (16), um momento histórico para a democratização da gestão universitária. Pela primeira vez em mais de sete décadas de existência da instituição, servidores técnico-administrativos em educação (TAE) passam a ocupar cadeiras no Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE), um dos principais órgãos deliberativos da universidade.
A posse das representantes da categoria TAE no CEPE marca um avanço significativo na luta por participação e reconhecimento dentro da estrutura de decisão da universidade. A conquista ganha ainda mais simbolismo por ocorrer no mês de março, período marcado pelas reflexões e mobilizações em torno do Dia Internacional da Mulher, já que todas as cadeiras — titulares e suplentes — passaram a ser ocupadas por mulheres.
A nova composição representa não apenas um marco institucional para a UFC, mas também uma vitória política da categoria TAE, que historicamente reivindica maior participação nas instâncias deliberativas da universidade.
Para Andréa Costa, servidora TAE lotada no Departamento de Química Analítica e Físico-Química e uma das representantes titulares eleitas, o momento simboliza a efetivação de uma conquista coletiva construída ao longo dos anos.
“Hoje é um dia de muita alegria e de comemoração. É uma vitória para todos os servidores TAE da UFC, tanto do campus Fortaleza quanto dos campi do interior. Estou muito feliz de representar a nossa categoria, que há muito tempo deveria ocupar esses espaços e agora está conseguindo efetivar essas conquistas”, afirmou.
Também eleita como representante titular, a pedagoga Jacqueline Ramos destacou o caráter histórico da posse e a importância da mobilização da própria categoria para alcançar esse espaço de representação.
“Pela primeira vez o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão da UFC está recebendo servidores TAE. A categoria se uniu e nos colocou aqui. É um dia histórico e memorável para afirmar que o lugar da categoria TAE é onde ela quiser estar”, ressaltou.
A jornalista Cristiane Pimentel, outra representante titular eleita, enfatizou que a presença da categoria TAE no CEPE representa um avanço democrático para a universidade, ampliando a diversidade de vozes nos espaços de decisão.
“Em mais de 70 anos da universidade, a gente não teve essa voz no Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão. Esse é um avanço democrático importante, que fortalece uma gestão mais horizontal e participativa”, afirmou.
Entre as suplentes eleitas, a técnica microscopista da Central Analítica, Rosemayre Freire, destacou que a conquista também fortalece a visibilidade do trabalho desenvolvido pelos servidores TAE, especialmente na área da pesquisa científica.
“Para mim, essa conquista é muito representativa. Somos todas mulheres eleitas e isso tem um significado importante. A luta por mais respeito e reconhecimento do trabalho dos servidores TAE, principalmente de quem atua na pesquisa científica, ainda é grande”, pontuou.
A assistente em administração Eudiana Vale Francelino também ressaltou a relevância da participação da categoria TAE nas instâncias deliberativas da universidade, destacando a qualificação e a contribuição técnica desses profissionais para o desenvolvimento institucional.
“Os servidores TAE têm um perfil altamente qualificado, com especialistas, mestres e doutores. Essa representatividade no CEPE é muito importante porque traz para o debate acadêmico toda essa experiência e conhecimento que também fazem parte da construção da universidade”, afirmou.
A posse das representantes da categoria TAE no CEPE simboliza um passo importante na construção de uma universidade mais democrática, com maior participação da comunidade acadêmica nas decisões institucionais. Para a categoria, trata-se de uma conquista histórica que fortalece a luta por paridade, reconhecimento profissional e ampliação da participação nos espaços de poder dentro das universidades públicas.
Além de ampliar a representatividade da categoria TAE, o momento também evidencia a força da participação feminina nas instâncias de decisão da universidade, reforçando a importância da presença das mulheres na construção de uma gestão pública mais plural, democrática e comprometida com a transformação social.