Câmara articula votação da regulamentação do trabalho por aplicativos até abril

Publicado por Teia Digital
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Proposta discutida entre governo e Congresso pretende garantir direitos a cerca de 2,2 milhões de trabalhadores no Brasil

Fonte: Jornal GGN

A Câmara dos Deputados pretende votar o projeto que regulamenta o trabalho de motoristas e entregadores por aplicativos entre o final de março e o início de abril, após a finalização das negociações em torno do texto. Os prognósticos foram traçados pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos).

A votação depende da construção de um consenso entre governo, parlamentares e representantes do setor. De acordo com Motta, ainda há pontos sensíveis em negociação para garantir um texto que amplie a proteção aos trabalhadores sem gerar impacto excessivo sobre empresas e consumidores

A proposta, que tramita em comissão especial, busca estabelecer regras para uma atividade que hoje reúne cerca de 2,2 milhões de trabalhadores no país, segundo estimativas citadas durante as discussões no Congresso.

Negociação entre governo e Congresso

O debate avançou após uma reunião realizada na residência oficial da Câmara entre Motta, ministros do governo federal e o relator da proposta, deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE), que também contou com a presença de integrantes da articulação política do governo e do Ministério do Trabalho.

Segundo Motta, a intenção é concluir as negociações ainda em março para permitir a votação em plenário logo em seguida. A proposta deverá passar primeiro pela comissão especial e, caso aprovada, seguirá para análise final dos deputados.

O objetivo declarado é construir um marco regulatório para o trabalho em plataformas digitais — modalidade que cresceu rapidamente nos últimos anos e se tornou uma importante fonte de renda em meio à transformação do mercado de trabalho.

Direitos e regras em discussão

O projeto em debate no Congresso pretende estabelecer um conjunto mínimo de garantias para motoristas e entregadores que atuam por meio de aplicativos.

Entre os pontos discutidos estão:

  • contribuição previdenciária para os trabalhadores
  • seguros contra acidentes e cobertura de proteção social
  • definição de remuneração mínima por corrida ou entrega
  • regras de relação contratual entre trabalhadores e plataformas digitais

Um dos temas ainda em negociação é o valor mínimo pago por serviço. Enquanto o governo defende um piso maior para as corridas e entregas, o relator do projeto apresentou uma proposta com valor inferior, o que segue em debate entre os parlamentares.