Fonte: SINTUFCE
Os servidores técnico-administrativos em educação da Universidade Federal do Ceará (UFC) realizaram, na tarde do dia 15 de janeiro, Assembleia Geral convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Federais no Estado do Ceará (SINTUFCE). A atividade aconteceu nos Jardins da Reitoria, em formato híbrido, com expressiva participação da categoria.
A pauta da Assembleia incluiu informes, análise de conjuntura, debate sobre greve e eleição de delegados para a Plenária da FASUBRA (Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil).
Durante a Assembleia, a diretora da FASUBRA, Cláudia Lóssio, contextualizou o debate nacional da categoria, lembrando que a última Plenária da federação, realizada em dezembro, não conseguiu construir consenso em torno de uma data única de indicativo de greve. Diante disso, a FASUBRA encaminhou às bases duas possibilidades: 2 ou 23 de fevereiro, mantendo ainda o indicativo anteriormente deliberado para o dia 8 de março em discussão.
Na base da UFC, após ampla e plural análise de conjuntura, com cerca de 20 intervenções de diferentes coletivos e forças políticas que compõem o SINTUFCE, a Assembleia deliberou, por quase unanimidade, aguardar a reunião do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), marcada para o dia 19 de janeiro. A reunião discutirá a contraproposta do governo federal ao Projeto de Lei nº 6.170 (PL 6170), que trata do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) dos servidores técnico-administrativos em educação.
O coordenador-geral do SINTUFCE, Carlos Florêncio, destacou que a decisão demonstra maturidade política da categoria e compromisso com a construção coletiva da luta. Segundo ele, após a reunião do MGI e a Plenária da FASUBRA, nos dias 24 e 25 de janeiro, uma nova Assembleia será convocada para que a base da UFC delibere, de forma soberana, sobre o indicativo de greve e sua possível data.
Na mesma Assembleia, foi realizada a eleição da delegação da UFC para a Plenária da FASUBRA. Três chapas participaram do processo eleitoral, com o seguinte resultado:
A delegação da UFC ficou assim composta:
TAEs na Luta
Somos Todos SINTUFCE
Diálogos
Os delegados eleitos terão a responsabilidade de levar para a instância nacional o debate construído pela base da UFC e retornar com informes e encaminhamentos sobre a luta da categoria.
Durante os informes e intervenções, a Assembleia também foi marcada por falas de solidariedade aos trabalhadores e trabalhadoras terceirizados da UFC, que enfrentam atrasos recorrentes no pagamento de salários e benefícios, situação que se repete no início de 2026.
Foi denunciado que trabalhadores que atuam nos campi da UFC em Fortaleza, Quixadá, Sobral, Crateús e Russas seguem com salários e benefícios referentes a dezembro de 2025 em atraso, em descumprimento à legislação trabalhista e à Convenção Coletiva de Trabalho. As empresas Florart Paisagismo Ltda. e Solução Serviços e Comércio e Construção, responsáveis pelos serviços de jardinagem, portaria e outras atividades, acumulam histórico de irregularidades, agravando a precarização das condições de trabalho.
A Assembleia manifestou repúdio a essa prática recorrente e reforçou apoio às iniciativas do Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio e Conservação do Estado do Ceará (SEEACONCE), que busca mediação junto ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) diante da ausência de diálogo com a Reitoria da UFC.
Os servidores técnico-administrativos em educação reafirmaram que a defesa da universidade pública passa, necessariamente, pela defesa dos direitos dos trabalhadores terceirizados, que sustentam o funcionamento cotidiano da instituição e não podem seguir sendo penalizados pela irresponsabilidade das empresas contratadas.
O SINTUFCE reforça o chamado à paralisação do dia 19 de janeiro, na sede do sindicato, como parte do processo de mobilização unificada da classe trabalhadora em defesa de direitos, do serviço público e de condições dignas de trabalho para todos e todas.
Nenhum direito a menos. Solidariedade de classe e luta coletiva seguem sendo nossas principais ferramentas.