Pesquisa da CNC mostra que volume da inadimplência no país também subiu no período, chegando a 29,6% das famílias
O percentual de famílias com dívidas a vencer chegou a 79% no mês de agosto, um aumento de 1 ponto percentual na comparação com o mês anterior e de 6,1 pontos percentuais ante o mesmo período do ano passado, segundo levantamento elaborado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
Segundo a economista responsável pela pesquisa, Izis Ferreira, a proporção de mulheres e homens endividados é maior em agosto – 78,3% para os homens e 81,9% entre as mulheres.
“Entre o público feminino, o volume de mulheres endividadas aumentou 0,5 ponto percentual entre julho e agosto; no intervalo de um ano, no entanto, as mulheres contrataram mais dívidas do que os homens, uma vez que a alta do endividamento foi maior para elas”, explica a economista.
A dinâmica de aceleração do endividamento em agosto ocorreu de forma semelhante nas duas faixas de renda pesquisadas: o endividamento das famílias até 10 salários mínimos chegou a 79,9%, alta de 1,1 ponto percentual em relação ao mês anterior (78,8%).
Entre as famílias com maior renda (acima de 10 salários mínimos), o endividamento subiu 0,9 ponto percentual, de 75% para 75,9%.
Segundo a CNC, o volume de famílias que atrasaram o pagamento de contas ou dívidas em agosto chegou a 29,6% no período, segunda alta consecutiva do índice que atingiu seu maior percentual desde o início da série histórica, em 2010.
Entre as principais causas, está o fim das medidas de injeção de renda extra, como os saques do FGTS e antecipação do 13º salário de aposentados e pensionistas do INSS.
Ao mesmo tempo, a proporção de famílias com atraso em contas ou dívidas avançou 0,6 ponto percentual no mês e 4 pontos percentuais em um ano. Do total de inadimplentes, 10,8% afirmaram que não terão condições de pagar contas já atrasadas, permanecendo na inadimplência.
Fonte: Jornal GGN