Saldo referente a março é o menor do ano e está abaixo do visto no mesmo período de 2021, segundo dados do Caged
O mercado de trabalho brasileiro registrou a criação de 136,1 mil postos de trabalho no mês de março, mas a uma renda média de admissão em queda: o salário médio registrado foi de R$ 1.872,07, queda de 2,03% ante o visto em fevereiro (R$ 1.910,79).
E a retração é ainda mais expressiva quando se compara o valor apurado em 2021: na ocasião, a média do salário médio na admissão era de R$ 2.018,60. Ou seja, o trabalhador brasileiro está recebendo R$ 146,54 a menos em relação aos contratados no ano passado.
Ao longo do mês, o país criou 136.189 empregos formais, abaixo dos 153.431 empregos novos gerados em março do ano passado, segundo dados do novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgado recentemente pelo Ministério do Trabalho.
O saldo apurado em março foi decorrente de 1.953.071 contratações menos 1.816.882 de demissões.
Já o estoque de empregos formais, que é a quantidade total de vínculos celetistas ativos no país, encerrou março com 41,2 milhões de empregados, alta de 0,33% em relação ao mês anterior. No ano, foi registrado saldo de 615.173 empregos, decorrente de 5.820.897 admissões e de 5.205.724 desligamentos.
Quatro dos cinco grupos de atividades econômicas apresentaram melhora no saldo de empregos: a grande parte, no total de 111.513 novos empregos, foi gerada no setor de serviços, distribuído principalmente nas atividades de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas.
O setor de construção civil gerou 25.059 postos de trabalho, seguido pela indústria (15.260 novos empregos) e comércio, com saldo de 352. O setor de agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura teve saldo negativo de geração de empregos, com 15.995 desligamentos a mais do que contratações.
Com informações da Agência Brasil
Fonte: Jornal GGN